Original Pinheiros Style

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Descoberto casualmente pelo OPS, o disco “Rough & Rugged” é, aparentemente, um tratado de dancehall concebido pelo rapper/músico jamaicano Shinehead no quase distante ano de 1986. O grande clássico do disco, porém, não está presente no corte/edição do CD (está incluído apenas no LP original de ’86); trata-se da version do artista para o hit interplanetário Billie Jean, do finado Michael Jackson. Ainda assim, o álbum conta com a fodástica faixa-título, hino do gênero (Rough And Rugged está presente também na fundamental compilação “100% Dynamite NYC”, tratado de dancehall lançado pela espertalhona Soul Jazz Records há pouco mais de uma década). Isso sem falar nas ótimas versões de Who The Cap Fit e de Lady In My Life, que blablablablabla. Corra atrás de uma cópia do LP para vossa senhoria e seja feliz!

  1. Good Love Tonight (Adapt)
  2. Answer Me
  3. Golden Touch
  4. Rough & Rugged
  5. Know Fe Chat
  6. Who the Cap Fit
  7. Lady In My Life

20/03/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

Disponibilizada pelo site da Waxpoetics em janeiro, a mix AOR foi concebida pelo músico e colecionador-aficionado-entusiasta brazuca Ed Motta apenas com sons que o influenciaram no processo de criação de seu mais recente álbum, AOR. O bom gosto de Ed fica explícito na escolha de faixas e artistas – gente do quilate de Christopher Cross, Steely Dan, Doobie Brothers, Alessi Brothers – e o resultado pode ser degustado em pouco mais de uma hora da fina flor do boogie, da light disco, do R&B e do pós-funk brasileiro e interplanetário, disponível inclusive para download. Confira imediatamente!

20/03/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

WIWO

Compreensivelmente hypado pelo selo Luaka Bop e por übber hipsters do quilate de Devendra Banhart e Damon Albarn (dois nomes que debutam e encerram carreiras neste exato momento aqui no OPS), o LP triplo “Who Is William Onyeabor” caiu como uma bomba atômica por aqui – ou Atomic Bomb, nome da hipnótica segunda faixa desta compilação de singles do misterioso músico nigeriano que parece ter criado música digital com o uso dos analógicos sintetizadores e demais apetrechos sonoros disponíveis nos anos 70. Claro, vossa senhoria será agraciada com o clássico caldeirão de world music, afrobeat, highlife e aquela conversa de sempre, mas a loucura aqui é o pique eletrônico (!) que poderia ter facilmente sido criado por moderninhos como a dupla Chromeo e outros genéricos nesta linha. O que não deve em hipótese alguma ser visto como um demérito, já que trata-se de música maluca da melhor qualidade. Corra atrás do LP, baixe o mp3 e tire suas próprias conclusões!

  1. Body and Soul
  2. Atomic Bomb
  3. Good Name
  4. Something You Will Never Forget
  5. Why Go to War
  6. Love Is Blind
  7. Heaven and Hell
  8. Let’s Fall in Love
  9. Fantastic Man

14/03/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

LS_B_OST

“Bullitt” é a trilha sonora do filme homônimo de 1968, composta pelo compositor, pianista e arranjador argentino Lalo Schifrin. O filme é estrelado pelo então galã Steve McQueen, e faz referência a perseguições automobilísticas implacáveis na bonita cidade de San Francisco. Curiosamente, as versões presentes no LP são adaptações “mais pop” (!) das músicas executadas no filme, “cortesia” dos diretores da película, que solicitaram ao músico petardos mais palatáveis ao gosto popular. Sorte a nossa, já que o disco é considerado uma obra-prima – o mesmo pode ser dito do filme, que (pasme) ainda não foi visto pelo OPS. A boa notícia, entretanto, é que podemos assisti-lo no NetFlix braziliano a qualquer momento. A trilha vossa excelência pode pegar aqui. O filme é por vossa conta. Divirta-se!

  1. Bullitt, Main Title (Movie Version)
  2. Shifting Gears
  3. Ice Pick Mike (Movie Version)
  4. Cantata for Combo
  5. Room 26 (Movie Version)
  6. On the Way to San Mateo
  7. Just Coffee
  8. Main Title (Record Version)
  9. The Aftermath of Love
  10. Ice Pick Mike (Record Version)
  11. Hotel Daniels
  12. Bullitt, Guitar Solo
  13. The First Snow Fall
  14. Room 26 (Record Version)
  15. The Architect’s Building
  16. Song for Cathy
  17. Music to Interrogate By
  18. End Credits

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13/03/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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Lançado há exatos 40 anos, justamente celebrado e devidamente homenageado nos dias de hoje e amanhã, o clássico LP “Quem É Quem” (EMI/Odeon, 1973) é discutivelmente a obra-prima da carreira do mitológico pianista, acordeonista, arranjador e cantor (!) João Donato. Dois shows no SESC Pompéia, com curadoria do jornalista Ronaldo Evangelista, apresentarão de cabo a rabo o clássico de JD, com direito a banda de apoio formada por alguns dos músicos do combo paulistano Bixiga70. Petardos como Amazonas, A Rã e o hit brazuca Cala Boca Menino serão apresentados pela primeira vez como unidade ao vivo, e os afortunados detentores de ingressos poderão degustar um dos grandes álbuns da música popular brasileira esmiuçado e revisitado (o OPS tem bronca da palavra revisitado, mas não encontrou um sinônimo mais digno). Será que ainda dá tempo? Corra atrás do seu!

  1. Chorou, Chorou
  2. Terremoto
  3. Amazonas
  4. Fim De Sonho
  5. A Rã
  6. Ahiê
  7. Cala Boca Menino
  8. Nãna Das Aquas
  9. Me Deixa
  10. Até Quem Sabe?
  11. Mentiras
  12. Cadê Jodel

27/02/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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Quinta-feira (20 de fevereiro) é dia da décima (!) edição da festa OPS no Boteco, parceria entre o site Original Pinheiros Style e o Boteco Pratododia. O bate-coxa rola no já clássico e agora reformado Boteco Pratododia (Barra Funda boulevard, 34) a partir das 20h e a ideia da festa é receber, a cada edição, um Dj, discotecário ou colecionador do universo soul-funk-disco-jazz-reggae-hip-hop-afro-latino-rap-whatnot. Tudo à moda antiga, em bolachas de 7 e 12 polegadas. Para esta edição pré-carnavalesca, o OPS tem a honra de receber o Dj e amigo mexicano Carlos TropicAza, referência absoluta no planeta Terra e adjacências quando o assunto são os gêneros tropicais – cumbia e todas as suas vertentes latino-americanas. Além de Dj, Carlos é músico e um exímio colecionador de pepitas de 12 e 7 polegadas – não pense vossa senhoria que o gosto do cara se limita aos ritmos tropicalientes; ele tem bastante apreço por música brasileira, rap, soul, funk, música africana e reggae, embora seu case que visitará nossa nação venha recheado “apenas” de sons latinos e tropicais. O OPS teve o prazer de girar discos de música brasileira ao lado do Dj em terras mexicanas, D.F. style, e recomenda: prepare a sola de vossos calçados, porque o ritmo é frenético! Vai perder essa? Vosso acesso ao evento custa os tradicionais e mais do que modestos R$10, a cerveja estará gelada como sempre, e os amigos são sempre bem-vindos!

16/02/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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Dia 14 de fevereiro (sexta-feira) é dia de comemorar o primeiro aniversário da festa Funky Nuggets, parceria entre o Boteco Pratododia e os discotecários Peba Tropikal (Veneno Soundsystem) e Pedro Pinhel (Original Pinheiros Style), e uma das únicas – quiçá a única! – festas do(s) gênero(s) em São Paulo nos dias de hoje. O convidado para embalar as festividades vindouras é o experiente DjNiggas, membro-fundador e braço paulistano do Vinil É Arte, coletivo que é referência no país quando o assunto são discotecagens 100% vinil. Cada vez mais azeitado e cheio de novas velhas pepitas garimpadas com afinco, o som da Funky Nuggets é um passeio por clássicos e obscuridades do universo funk-disco-boogie estadunidense, brasileiro, afro-latino, jamaicano e whatnot. Tudo em bolachas de 12 e 7 polegadas, para uma mais completa experiência estereofônica por parte de vossa excelência. Como já é de costume, o rendez-vous acontece a partir das 23h no já clássico e agora reformado Boteco Pratododia (Barra Funda boulevard, 34), e vossa entrada custa módicas 10 patacas. All night long style! A carta de cervejas do Boteco é impecável, e os preços continuam sendo os mais honestos do eixo centro-oeste da capital. Como de costume, suculentas porções dos já famosos Funky Nuggets serão servidas ao longo da noite. A iguaria é cortesia dos discotecários aos famintos funk freaks. Vem que tem!

07/02/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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Obra-prima do soulman Paulo Diniz na humilde porém petulante opinião do OPS, “Quero Voltar Pra Bahia” (Odeon, 1970) apresenta ao mundo a clássica faixa-título, Quero Voltar Pra Bahia, um verdadeiro hino à época de seu lançamento (I don’t want to stay here / I wanna to go back to Bahia…). Altamente recomendado para colecionadores e diggers de música brasileira em geral, “Quero (…)” apresenta ainda a suingada Piri Piri, ótima para chacoalhar esqueletos e bumbuns naquela sua festinha descolada e cheia de gente bonita. Caso vossa senhoria se interesse pelo talento de Paulo Diniz, há uma série de discos do cantor disponíveis por aí; O OPS recomenda todos os títulos lançados entre 1969 e o meio da década de 70. Tudo coisa finíssima. Quem sabe logo menos não aparecem outros títulos por aqui?

  1. Piri Piri
  2. Um Chope Pra Distrair (Chope Duplo)
  3. Ninfa Mulata
  4. Quero Voltar Pra Bahia
  5. Felicidade
  6. Marginal III
  7. Chutando Pedra
  8. Chega
  9. Canseira
  10. Ponha Um Arco-Iris Na Sua Moringa
  11. Me Leva
  12. Sujeito Chato

03/02/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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Quando o assunto é reggae, o selo jamaicano Treasure Isle é sempre um favorito do OPS; “importada” para Londres nos anos 70, a marca que deu origem à folclórica Trojan Records foi na verdade uma fábrica de talentos, ritmos e criatividade; a coletânea “Treasure Isle Collection vol. 1″ apresenta ao ouvinte um pout-pourri do melhor material disponibilizado pela gravadora na segunda metade dos anos 60 – o característico rocksteady/early reggae que para muitos – OPS incluído – é o melhor momento da música do carismático país caribenho. Confira imediatamente! Altamente indicado para leigos no assunto – compilações são a forma perfeita de se descobrir um gênero, um selo ou um determinado artista – e uma ótima viagem para especialistas e apaixonados em geral.

27/01/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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WOW! “Dj Spinna presents The Boogie Back – Post Disco Club Jams (BBE, 2009)” é simplesmente a melhor compilação de boogie já feita pelo ser humano – ao menos na sempre presunçosa opinião do OPS. Cuidadosamente selecionada pelo especialista Dj Spinna, a coleta bate forte nos clássicos e obscuridades pós-disco, e o resultado são 19 sacolejantes faixas que podem salvar aquela festa chata de uma hora pra outra. A influência do disco-funk é clara em absolutamente todos os petardos, e o LP triplo seria perfeito se não fosse por um pequeno detalhe – o preço. Interessou? Tá com bala na agulha? Vai lá.

27/01/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

BRAND NEW WAYO (CRZR 1001) jacket

Lançada em 2011 pelo selo norte-americano Comb&Razor Sound, a compilação “Brand New Wayo: Funk, Fast Times & Nigerian Boogie Badness 1979-1983″ é uma absurda amostra de quão fervilhante foi a cena pós-disco / boogie nigeriana ao final dos anos 70 e início dos 80. Genericamente classificado como “boogie nigeriano”, o som extrapola as definições simplórias e superficiais, e mistura no mesmo caldeirão funk, afrobeat, soul-jazz, disco e boogie. A qualidade das gravações é impecável, e a influência é claramente americana. É ouvir para crer. Quer uma cópia? No Discogs tem várias…

23/01/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

Mixtape de funk, soul, disco e boogie brazuca concebida pelos Nuggeteers Peba Tropikal (Veneno Soundsystem) e Pedro Pinhel (Original Pinheiros Style) com o providencial auxílio do versátil Dj Niggas na contenção. 100% vinil, 94,3% em 7 polegadas. A mix é um teaser do que rolou, rola e continuará rolando na festa Funky Nuggets, que acontece uma vez por mês no Pratododia (rua Barra Funda, 34 – SP). Ouça!

20/01/2014, por Pedro Pinhel - 1 comentário

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Primeiro episódio da segunda temporada! Dia 31 de janeiro (sexta-feira) é dia da décima segunda edição da festa Funky Nuggets, parceria entre o Boteco Pratododia e os discotecários Peba Tropikal (Veneno Soundsystem) e Pedro Pinhel (Original Pinheiros Style). O convidado da vez é o versátil Lucas Barata a.k.a. Dj Barata, que há mais de meia década chacoalha o esqueleto dos party freaks de Campinas e região ao som da fina flor do samba-funk-soul-jazz em (animadas) festas como a Nervosa! e a Música Pra Ver Maria Sambar – ambas ótimas referências alternativas em CPS. Cada vez mais azeitado e cheio de novas velhas pepitas garimpadas com afinco, o som da Funky Nuggets é um passeio por clássicos e obscuridades do universo funk-disco-boogie estadunidense, brasileiro, afro-latino, jamaicano e whatnot. Tudo em bolachas de 12 e 7 polegadas, para uma mais completa experiência estereofônica por parte de vossa excelência. O rendez-vous acontece a partir das 23h no já clássico e agora reformado Boteco Pratododia (Barra Funda boulevard, 34), e vossa entrada custa módicas 10 patacas. All night long style! A carta de cervejas do Boteco continua impecável, e os preços continuam sendo os mais honestos do eixo centro-oeste da capital. Como de costume, serão servidas suculentas porções dos já famosos Funky Nuggets. A iguaria é cortesia dos discotecários aos famintos funk freaks. Vem que tem! Aqui tem FUNK!

17/01/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

Gosta de funk carioca? Não?! Azar o seu.

09/01/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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Feliz novo ciclo! Um 2014 cheio de música, festa e alegria aos OPSers!

Quinta-feira (23 de janeiro) é dia da nona edição da OPS no Boteco, parceria entre o Original Pinheiros Style e o Boteco Pratododia. O bate-coxa rola no já clássico e agora reformado Boteco Pratododia (Barra Funda boulevard, 34) a partir das 20h e a ideia da festa é receber, a cada edição, um DJ, discotecário ou colecionador do universo soul-funk-disco-jazz-reggae-hip-hop-afro-latino-rap-whatnot. O rendez-vous é uma continuição natural do projeto OPS na Agulha, iniciado no Caos Augusta em março de 2012, e já recebeu alguns dos melhores DJs e discotecários do gênero ao longo de sua curta porém marota existência. Tudo à moda antiga, em bolachas de 7 e 12 polegadas. Pra começar o ano em grande estilo, o convidado da vez é Rodrigo Brandão, uma das principais figuras do hip-hop paulistano como MC (Ekundayo e Zulumbi, ex-Mamelo Sound System) e agitador cultural – Brandão é responsável pela vinda ao país de 90% dos rappers que você admira, como De La Soul, Q-Tip, Jurassic 5 e Blackstar, entre (vários) outros. “Aposentado dos toca-discos há algum tempo” (a frase é de autoria do próprio), Brandão volta às carrapetas especialmente para a OPS no Boteco, e seu set promete uma mistura de ritmos brasileiros, rap, soul-funk, jazz, música jamaicana e o que mais der na telha do cara. Vosso acesso ao evento custa os tradicionais e módicos R$10, a cerveja estará gelada como sempre, e os amigos são muito bem-vindos!

09/01/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

M_RK

Disponibilizado APENAS em versão analógica, LP-wise, “Rock Konducta Part 1″ é mais um episódio da saga de beat records disponibilizados pelo incansável Madlib ao longo da última década. O OPS é suspeito quando o assunto é o projeto Beat Konducta, e ousa dizer que o pout-pourri inclui alguns dos melhores beats já concebidos pelo ser humano. Criado sem títulos e apenas dividido em lado A e lado B, “Rock (…)” é um passeio por diversos gêneros obscuros do rock n’ roll dos anos 60 aos anos 80, como a psicodelia, as experimentações alemãs, synth-rock, rock progressivo e até mesmo as anomalias criadas durante os anos 80. Tudo devidamente Madlibizado e cheio de beats quebrados e melodias desconstruídas. Do jeito que neguinho gosta… Corra atrás da sua bolacha!


07/01/2014, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

ON&TP

Sambista malandro da Lapa carioca, homossexual assumido e um dos líderes do tradicional bloco carnavalesco Bafo da Onça, Oswaldo Nunes gravou em 1969 o importante LP “Tá Tudo Aí!” pelo selo Equipe. O álbum é uma revolução no cenário do samba ao final da década de 60 em função da experimentação com o rock e o forró – cortesias do grupo The Pop’s, combo da zona norte do Rio de Janeiro que fez parte das sessões de gravação do play. O destaque do OPS é a faixa-título, Tá Tudo Aí!. Discasso!

  1. Ta Tudo Ai!
  2. Cateretê
  3. Outro Amor de Carnaval
  4. Você Deixa
  5. Guerra Santa
  6. Tamanqueiro
  7. Dendeca
  8. Docê Canção
  9. Cascata
  10. Mulher de Malandro
  11. Chorei, Chorei
  12. Canto da Sereia

27/12/2013, por Pedro Pinhel - 1 comentário

T_T

Originários do Recôncavo Baiano, os Tincoãs – cujo nome é uma referência a uma ave proveniente do cerrado brasileiro – gravaram em 73 o clássico “Tincoãs” (Odeon), certamente um dos maiores registros fonográficos da cultura dos terreiros de Candomblé no país. Adaptando cânticos afro-brasileiros folclóricos com harmonias vocais sublimes, o trio fez uso de apenas 4 instrumentos (violão, atabaque, agogô e cabaça) para criar arranjos simples e perfeitos para os talentosos gogós da trinca de baianos.

  1. Deixa A Gira Girá
  2. Iansã, Mãe Virgem
  3. Sabiá Roxa
  4. Ogundê
  5. Na Beira do Mar
  6. Raposa e Guará
  7. Saudação aos Orixás
  8. Canto Pra Iemanjá
  9. Capela D’Ajuda
  10. Obaluaê
  11. A Força da Jurema
  12. Embola, Embola

27/12/2013, por Pedro Pinhel - 1 comentário

KJ_KJ

Compilação de um dos produtores mais prolíficos quando o assunto é dancehall jamaicano, “King Jammy’s Selector’s Choice, Vol. 1″ (VP, 2007) é, como o próprio nome sugere, uma seleção de clássicos produzidos sob a tutela do mestre King Jammy em seu estúdio, o legendário King Jammy’s, entre o final dos anos 70 e a década de 80. Seja reaproveitando riddims clássicos do early reggae / rocksteady ou criando novos (e pesados!) beats para acompanhar os arsenais vocais de artistas do quilate de Johnny Osbourne, Dennis Brown, Leroy Smart, Nitty Gritty e Tenor Saw em faixas e toasts absolutamente soberbos, KJ sempre foi sinônimo de qualidade e perfeccionismo. O papel central dos produtores para a evolução do reggae é sabido pelo astuto OPSer, e King Jammy é figura tão fundamental para o gênero quanto King Tubby, Lee Perry, Coxsone Dodd e Duke Reid. Confira atentamente cada faixa desta seleção e crave para os amiguinhos na mesa de bar que King Jammy é o cara quando o assunto é a golden era do dancehall!

  1. Wayne Smith – Ain’t No Meaning
  2. Nitty Gritty – Draw Mi Mark
  3. Johnny Osbourne – People Are You Ready
  4. Tonto Irie – It A Ring
  5. Pad Anthony – In Deh
  6. Nitty Gritty – Hog In A Minty
  7. Dennis Brown – The Exit
  8. Johnny Osbourne – What A La La
  9. Wayne Smith – Come Along
  10. Nitty Gritty – False Alarm
  11. Nitty Gritty – Good Morning Teacher
  12. Dean Fraser – Stalag Excursion
  13. Half Pint – Mr. Landlord
  14. Dennis Brown – It’s Magic
  15. Cocoa Tea – Nah Look No Wuk
  16. Pinchers – Denise
  17. Leroy Smart – Let Off Supum
  18. Super Black – Bad Bwoy Gone A Jail
  19. Hugo Barrington – It’s Over
  20. Admiral Tibet – Shame To See
  21. Tenor Saw – Pumpkin Belly
  22. John Wayne – Call The Police
  23. Wayne Smith – Under Mi Sleng Teng
  24. Johnny Osbourne – Buddy Bye
  25. Echo Minott – Original Fat Ting
  26. Nicodemus – Eagles Feather
  27. Pinchers – Agony
  28. Admiral Bailey – Big Belly Man
  29. Pompidoo – Synthesizer Voice
  30. Shabba Ranks – Must Love Reggae
  31. Risto Benji – Don’t Pirate It
  32. Major Worries – Mi Nuh Response
  33. Peter Metro – Police Inna England
  34. Tonto Irie – Girlie Girlie
  35. Little John – Clarks Booty
  36. Junior Delgado – No Warrior
  37. Johnny Osbourne – Warrior
  38. Admiral Tibet – Advantage
  39. Dennis Brown – Material Girl

26/12/2013, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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POW! Certamente um dos melhores lançamentos do tosco ano de 2013 quando o assunto são novidades em estéreo, “7 Days of Funk” (Stones Throw) é o resultado da união de dois malucos de carteirinha, o produtor/seletor angeleno Dam-Funk e o folclórico Snoop ex-Doggy Dogg ex-Snoop Lion e atualmente ligado numas de Snoopzilla. Funk / boogie a la P-Funk, fim-dos-setenta-começo-dos-oitenta style, cheio de sintetizadores e efeitinhos malacos – cortesia do rei do funk contemporâneo, Dam-Funk. Snoopzilla (hahahahaha! word up Bootzilla a.k.a. Bootsy Collins!) e Dam se trombaram num show no festival SXSW em 2011 e a liga foi imediata. O resultado é um álbum de funk que bebe da fonte Parliament / Funkadelic, faz referências à produção de Dr. Dre, acena para Prince e tira ondinha de Roger Troutman. More bounce to the ounce, biatch!

  1. Hit Da Pavement
  2. Let It Go
  3. Faden Away
  4. 1Question? ft. Steve Arrington
  5. Ride ft. Kurupt
  6. Do My Thang
  7. I’ll Be There 4U
  8. Systamatic ft. Tha Dogg Pound (bonus track)

26/12/2013, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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Quase 8 anos após sua morte, o produtor J Dilla continua tendo material inédito lançado a torto e direito. O EP “Dillatroit”, que acaba de ser lancado pela mamãe Ma’ Dukes via Yancey Media Group, tem 12 faixas recheadas de beats pra lá de cabulosos – nada que supere o material lançado por Dilla Dawg em vida, mas isso já é papo pra outra conversa. Confira comigo no replay e veja se vale a pena manter o áudio de “Dillatroit” em vosso iTunes, ou até mesmo investir no doze polegadas.

  1. Birthright
  2. Feel This Sh*t
  3. The Best That Ever Did It
  4. Let’s Pray Together
  5. Ride With It
  6. Say My Name
  7. Detroit Madness
  8. Possible
  9. Mind Yo Business
  10. Requiem
  11. Rebirth Is Necessary
  12. Pitfalls

26/12/2013, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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Obscura até mesmo para os padrões conhecidos e pesquisados de música africana, a compilação “Kenya Special: Selected East African Recordings from the 1970s & ‘80s” foi cuidadosamente elaborada pelo selo Soundway ao longo de 2 anos. Contando com uma equipe de 5 pesquisadores de 5 países diferentes, o disco conta com 32 faixas extraídas exclusivamente de compactos de 45rpm. Os estilos predominantes são o benga (espécie de pop do país, bastante difundido por todo o leste africano) e a rumba (influenciada pelo estilo afro-cubano). Muitos dos grupos da época eram bancados por hotéis locais, e os músicos souberam misturar com propriedade os ritmos locais com o highlife nigeriano, a música de Fela Kuti, o afrobeat de outros países e até mesmo o soul-funk e a disco music norte-americanos, dando características muito específicas ao som do Quênia. É ouvir para crer!

26/12/2013, por Pedro Pinhel - 1 comentário

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Grata surpresa de final de ano por aqui, “Country Funk 1969-1975″ (Light In The Attic, 2012) é uma compilação pra lá de maluca, que mistura elementos de funk, country music, blues, rock, funk e, essencialmente, soul music. Intercalando faixas frenéticas, algumas até mesmo dançantes, e baladas ao melhor estilo mela-cueca, a coletânea nos apresenta artistas desconhecidos (pelo menos para o limitado universo do OPS), como Dale Hawkins, John Randolph Marr, Cherokee, Johnny Adams, Mac Davis, Bob Darin, Jim Ford, Gray Fox, Link Wray, Bobby Charles, Tony Joe White, Dennis The Fox, Larry Jon Wilson, Bobbie Gentry, Gritz e Johnny Jenkins, pioneiros desta mistureba hippie-soul-bluesística capaz de render samples – e clássicos, por que não? – atentamente identificados pela rapaziada do selo Light In The Attic, que marotamente nos disponibilizou esta pepita no recente ano de 2012. Corra atrás do LP, compre e baixe a versão em mp3 no próprio site da Light In The Attic e confira com vossos próprios tímpanos!

  1. Dale Hawkins – L.A. Memphis Tyler Texas
  2. John Randolph Marr – Hello L.A., Bye Bye Birmingham
  3. Johnny Adams – Georgia Morning Dew
  4. Mac Davis – Lucas Was A Redneck
  5. Bob Darin – Light Blue
  6. Jim Ford – I’m Gonna Make Her Love Me
  7. Gray Fox – Hawg Frog
  8. Link Wray – Fire And Brimstone
  9. Bobby Charles – Street People
  10. Cherokee Funky – Business
  11. Tony Joe White – Stud Spider
  12. Dennis The Fox – Piledriver
  13. Larry Jon Wilson – Ohoopee River Bottomland
  14. Bobbie Gentry – He Made A Woman Out Of Me
  15. Gritz – Bayou Country
  16. Johnny Jenkins – I Walk On Gilded Splinters

26/12/2013, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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O boogie/R&B oitentístico está em altíssima por aqui. Funky Nuggets style! “‘Nard” (GRP, 1981) é o LP de estreia do pianista/tecladista Bernard Wright, que tinha então – pasme – tão somente DEZESSEIS primaveras. Conhecido do grande público “black” (argh!) em função do hit Haboglabotribin’, sampleado por Dr. Dre para o hit Gz and Hustlas, do clássico Snoopadélico “Doggystyle”, o elepê não foi um sucesso de público, mas é certamente um sucesso de crítica. Produzido pelos pomposos Tom Browne e Lenny White/Twennynine (todo mundo de Jamaica, Queens), o disco é uma tradução literal do jazz-funk/R&B que dominava as paradas na virada da década em questão, e o resultado vale a pena. O OPS recomenda a frenética Spinnin’, base original para o clássico sample do hit noventista I Wish, do pequenino, aguerrido e sumidaço Skee-lo. Classe A! Corra atrás da sua cópia!

  1. Master Rocker
  2. Firebolt Hustle
  3. Haboglabotribin’
  4. Spinnin’
  5. Just Chillin’ Out
  6. Bread Sandwiches
  7. Music Is the Key
  8. We’re Just the Band
  9. Solar

19/12/2013, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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É no mínimo curioso que, ano após ano, grandes lançamentos estereofônicos são disponibilizados aos quarenta e oito do segundo tempo. No caso do bem-vindo “Malagueta, Perus e Bacanaço”, lançado pelo compa Thiago França em parceria com o selo Goma Gringa, do franco-paulistano (e também compa!) Fred Thiphagne, a regra foi mantida. Nomeado em referência aos 50 anos do lançamento do livro homônimo, de autoria do escritor João Antônio, o disco conta com o usual time de craques na contenção: Thiago man himself no sax tenor, Welington “Pimpa” Moreira na bateria, Marcelo Cabral no baixo, Rodrigo Campos no cavaquinho, na guitarra, na voz e no violão (!), Amílcar Rodrigues no trompete, Didi Machado no Trombone e Anderson Quevedo no sax barítono. Tá bom pra vossa senhoria?! Pro OPS tá ótimo. E manda avisar (word up Rodrigo Brandão!) que não tem muita coisa melhor que isso na lista brazuca de 2013…! Pra baixar e escutar na fé!

  1. Malagueta, Perus e Bacanaço
  2. Picardia (Bacanaço)
  3. Caso do Bacalau
  4. São Paulo de Noite
  5. Tema do Carne Frita
  6. Nostalgia (Perus)
  7. Na Multidão
  8. Bolero de Marly
  9. Fome (Malagueta)
  10. Vila Alpina
  11. De Volta à Lapa
19/12/2013, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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Última do ano! Vem que tem!

19/12/2013, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

M_PF

LP raro de funk pesadíssimo desta turma da Flórida, “The Party Freaks” (T.K. Disco, 1974) inclui alguns singles que fazem toda a diferença na pista de dança. A faixa-título, Party Freaks – folcloricamente nomeada Melô da Noturna em compactos magrinhos de 33 por aqui, é o carro-chefe, mas o destaque do OPS é a explosiva Chicken Yellow, sampleada por Cut Chemist em um de seus muitos projetos envolvendo breaks raros. Bolacha fundamental para qualquer boa coleção de rare funk / deep funk. Vai encarar? No Discogs tem!

  1. Hey Ya’ll We’re Miami
  2. Funk It Up
  3. Freak On Down My Way
  4. Party Freaks, Pt. 2
  5. Party Freaks
  6. I Can See Through You
  7. Same Ol’ Beat
  8. Chicken Yellow (Let Me Do It to You)

19/12/2013, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

DL_M

Faz algum tempo que um álbum do gênero anteriormente conhecido como rap não dava as caras por aqui, mas a fantástica “Mixtape Caro Vapor / Vida e Veneno de Don L”, disponibilizada de grátis no site da Vice há algumas semanas, merece ser compartilhada. É no mínimo curioso notarmos que o melhor MC do Brazil em 2013 é um cearense, da bela cidade de Fortaleza. Num estilo sempre caracterizado por egos e pela clássica disputa do (hoje chatíssimo) eixo Rio-São Paulo, Don L parece ter reinventado, à sua maneira, o rap à brasileira. Falando de sexo com a propriedade de um Kool Keith dos trópicos, evocando o amor como um Barry White da quebrada e citando jóias, drinques e a boa vida com a expertise de um Ed Motta da vida real, o rapper (e os vários bons produtores da mixtape) chega a um resultado fantástico e, no entanto, pouco surpreendente pra quem já tinha conferido a excelente mixtape de seu (ex?)-grupo, o Costa a Costa, que já ganhou até lambidinha de saco do lambedor-supremo Caetano Veloso. Entre os vários destaques do OPS, sugerimos a engraçada e bastante provável Rolê dos Lokos, que sugere… enfim. Ouve lá. O rap brasileiro estava precisando deste bem-vindo balão de oxigênio. Valeu, Don L!

  1. Morra Bem, Viva Rápido
  2. Chips (Controla ou te Controlam)
  3. Rolê dos Lokos
  4. Doce Dose (feat. Felipe Casaux)
  5. No Melhor Estilo (feat. Terra Preta)
  6. Depois das Três (feat. Izabell Shamylla)
  7. Plástico
  8. Me Faz Acreditar
  9. Slow Jam
  10. Beira de Piscina Remix (feat. Rael da Rima)
  11. Nem Posso Dizer
  12. Caro Vapor
  13. Denso
  14. Cafetina Seu Mundo
  15. Sangue é Champagne (feat. Flora Matos)
  16. Gasolina e Fósforo (feat. Nego Gallo)
  17. Enquanto Acaba (feat. Flora Matos)

23/10/2013, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

BTE_

“Do It (‘Til You’re Satisfied)” (Scepter) é o álbum de estreia do combo B.T. Express. Soul funk de primeiríssima qualidade, concebido no coração do Brooklyn (NY), cujo single e faixa-título Do It (‘Til You’re Satisfied) atingiu o posto de hit #1 de R&B nos EUA em 1974, além de #5 de pop. O OPS recomenda a faixa If It Don’t Turn You On (You Ought to Leave It Alone), funk cujos BPMs baixíssimos e cadenciados são uma ótima pedida para abrir pistas e/ou iniciar festas. “Do It (…)” é presença garantida na Funky Nuggets de logo menos!

  1. Do It (‘Til You’re Satisfied)
  2. This House Is Smokin’
  3. That’s What I Want for You Baby
  4. Everything Good to Ya (Ain’t Always Good for Ya)
  5. Mental Telepathy
  6. If It Don’t Turn You On (You Ought to Leave It Alone)
  7. Once You Get It
  8. Do You Like It
  9. Express

11/10/2013, por Pedro Pinhel - nenhum comentário

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Quinta-feira (17) é dia da sexta edição da festa OPS no Boteco, parceria entre o Original Pinheiros Style e o Boteco Pratododia. O bate-coxa rola no já clássico Boteco Pratododia (Barra Funda boulevard, 34) a partir das 19h e a ideia da festa é receber, a cada edição, um DJ, discotecário ou colecionador do universo soul-funk-disco-jazz-reggae-hip-hop-afro-latino-rap-whatnot. O rendez-vous é uma continuição natural do projeto OPS na Agulha, iniciado no Caos Augusta em março de 2012, e já recebeu alguns dos melhores DJs do gênero ao longo de sua curta porém marota existência. Tudo à moda antiga, sempre em bolachas de 7 e 12 polegadas. O convidado da vez é o grande Edson Carvalho, a.k.a. Senhor Johnson, célebre colecionador e negociador de bolachas de acetato, além de supremo connoisseir de ritmos brasileiros de todas as eras. Vosso acesso ao evento custa os tradicionais e módicos R$10, a cerveja estará gelada como sempre, e os amigos são muito bem-vindos!

11/10/2013, por Pedro Pinhel - nenhum comentário