DJ Rhettmatic – Wonderlove: A Tribute Mix To Stevie Wonder by Sopedradamusical on Mixcloud
A dica é do site Só Pedrada Musical, do Daniel Tamenpi: no aniversário de 63 anos do genial Stevie Wonder, comemorado dia 13, o DJ Rhettmatic, dos Beat Junkies, nos presenteou com esta espetacular mixtape que cobre grande parte dos clássicos da carreira do monstro sagrado da soul music, a.k.a. The One Man Band. Mesmo deixando de lado os tunes obscuros e também geniais da discografia de Lil’ Stevie, o DJ caprichou, e o resultado está a um clique de distância de vossa senhoria. É ouvir pra crer.
Casa nova de novo, e dessa vez é classe AAA+! Quinta-feira que vem (23 de maio) é dia de estreia da festa OPS no Boteco, parceria entre o OPS e os amigos do Boteco Pratododia. A festa é uma continuação natural do projeto que começou há pouco mais de um ano no Caos e foi bruscamente interrompido em março para voltar com força total, desta vez num lugar 100% testado e aprovado pelo OPS. Tudo nos mesmos moldes, sempre recebendo um convidado por edição, e girando aquela saudável mistura de reggae, soul-jazz, funk, música brasileira, africana, old school hip-hop e whatnot, em bolachas de 12 e 7 polegadas. O horário continua o mesmo: das 21h às 2h, agora com uma novidade: um fantástico esquenta do Pratododia All Stars, que deixará a pista aquecida das 21h às 22h com sons pra lá de fodásticos. Achou pouco? Agora vem a parte boa, amizade; vossa entrada custa módicas DEZ pratas (a.k.a. R$10), e a carta de drinks do estabelecimento oferece as melhores cervejas do planeta Terra e os preços mais competitivos da zone oeste de São Paulo. Agradou? Então venha conferir! O Boteco Pratododia fica no 34 da rua Barra Funda, bem próximo à estação Marechal Deodoro do Metrô, e o convidado da edição de estreia é ninguém menos do que o fodástico DJ Formiga, do coletivo Vinil É Arte. Tá bom pra você?!
Wow! Outra pérola pseudo-obscura do cancioneiro soul-funk braziliano recém-adquirida pelo OPS, “Ana Mazotti” (Top Tape, 1974) apresenta a cantora e pianista gaúcha acompanhada por ninguém menos do que a realeza do spaced-out funk nacional, a trinca de músicos do Azymuth. As recomendações aqui ficam por conta das espetaculares Eu Sou Mais Eu, que deve estrear na próxima Funky Nuggets, e Feel Like Making Love, que vossa senhoria poderia jurar de pés juntos, até o dia de hoje, que era de autoria do ícone do neo-funk soulquariano D’Angelo. O OPS até poderia sugerir que você procurasse pelo item em questão no Mercado Livre, mas parece que por lá já sumiu… então corra atrás do seu!
NuggetTape #01 by Original Pinheiros Style
O podcast NuggetTape é um pout-pourri de algumas das canções executadas pelos discotecários Peba Tropikal (Veneno Soundsystem) e Pedro Pinhel (Original Pinheiros Style) na Funky Nuggets, encontro dançante de periodicidade mensal sediado no Boteco Pratododia (Barra Funda boulevard, 34). Deguste e divirta-se!
Quem gira as bolachas? Peba Tropikal (Veneno Soundsystem) e Pedro Pinhel (Original Pinheiros Style) recebem o convidado Marcello MBgroove, braço carioca do coletivo Vinil É Arte. Qual o estilo do som? Clássicos e obscuridades do funk estadunidense, brasileiro, jamaicano, afro-latino e whatnot. Onde? No já praticamente folclórico Boteco Pratododia (Barra Funda boulevard, 34) Quando? Sexta-feira, dia 17 de maio, logo após o antológico show do Black Star. Que horas? A partir das 23h. Quanto? R$ 10. All night long style. Vai ser foda? Obviemant. Além da fina flor do funk intergalático, os convivas serão presenteados com doses cavalares de cachaça e bem-servidas porções de nugget assado, cortesia dos discotecários às primeiras dezenas de foliões. Só chegar!
R.I.P. Cedric Im Brooks! Compilação mais do que providencial da carreira do genial saxofonista Cedric Im Brooks concebida pelos ingleses da loja/selo Honest Jon’s, “Cedric Im Brooks & The Light of Saba” reúne o créme de la créme da produção do músico jamericano, que passou parte da juventude em Philadelphia (Go Sixers!) e quase fez parte da legendária Arkestra, do malucão Sun-Ra, antes de voltar “em definitivo” (word up Galvão Bueno!) para a ilha mais legal do planeta Terra. O LP em questão é um tratado de jazz-roots-reggae-afro-disco-funk espiritual, e o destaque do OPS é a belíssima Nobody’s Business, cuja levada afro-jamaicana é capaz de fazer a amiga chata da sua namorada querer o mp3 no iPod shuffle dela. Não deixe de perder as geniais versões de CimB para os clássicos Satta Massa Gana e Song For My Father, hino do jazz composto por outro mestre, Horace Silver. Obra-prima! Animou? Tem no site da Dusty Groove. Compre seu repress imediatamente!
Pouco a pouco, clássicos postados pelo OPS em anos anteriores vão surgindo novamente por aqui. “Som Quente É O Das Neves” (Polydor, 1969) é o álbum de estreia do maior batera brazuca de todos os tempos em nossa humilde porém intransigente opinião, o genial Wilson das Neves. Além de exímio baterista, WdN é também ótimo compositor, embora grande parte do repertório deste álbum se concentre em versões de clássicos do cancioneiro intergalático, como California Soul, Se Você Pensa, Zazueira e Fly Me To The Moon. Caso vossa senhoria possua considerável quantia para investir numa bolacha de acetato, clique aqui e seja feliz. Caso contrário, clique aqui e compartilhe. E se o Big Brother reclamar, sugira que ele digitalize e comercialize esta pérola do soul-funk tupiniquim a preços competitivos. O OPS certamente incentivará a prática, e recomendará aos amiguinhos. Já pensou que legal?
Criado em 2007 pelo DJ e produtor nova-iorquino The Audible Doctor, o álbum “Brownies” – que de quebra pega carona no embalo do badalado Donuts, lançado por J Dilla no ano anterior – reúne 20 faixas com bons beats de hip-hop sobrepondo colagens de clássicos e obscuridades de Mister Dynamite, James Brown. A ocasião aqui, é claro, é o aniversário de 80 anos do mestre, motivo mais do que nobre para o OPS desenterrar esta pérola instrumental dos anos 00. Confira, divirta-se e não se esqueça de ir atrás do material original!
Outra bolacha clássica recém-adquirida pelo OPS, “Sábado / Domingo”, ou simplesmente “Som Nosso” (CBS, 1976), é um álbum inventivo em pelo menos um elemento; décadas antes do (chatíssimo) planejamento estratégico virar tendência, a rapaziada do SNCD decidiu dividir o álbum em 2 lados / segmentos / estilos sonoros distintos. Sábado, o lado A, tem uma sonoridade mais funk, e é bastante cultuado pelo OPS. Domingo, o lado B, é constituido de faixas que flertam com o rock progressivo e a experimentação, ainda tendo o funk como ponto de destaque aqui e ali. As excelentes faixas Pra Suingar, Levante a Cabeça e François são três devastadores hinos funk que abrem o LP, para que não haja dúvida de que o Som Nosso foi, pelo menos por um punhado de anos, um dos principais expoentes do gênero no Brasil. Tem coragem e dinheiro? No Mercado Livre tem.
Fazia tempo que um disco de funk não dava as caras por aqui, então resolvemos apelar; “Light of Worlds” (De-Lite, 1974) é um dos pontos altos da carreira da rapaziada do Kool & The Gang, sendo o antecessor do clássico “Spirit of The Boogie”, disponibilizado em 75. Apesar de ser o sétimo LP do combo, os músicos afirmam ser o nono em função do lançamento de 2 raros EPs ao fim da década de 60. Altamente espiritualizado e absolutamente funky, o álbum reúne 9 pauladas, que representam “os 9 planetas do Sistema Solar” (vai entender…), e entre os clássicos pode-se degustar a ótima Summer Madness, tida como o grande hit da bolacha e usada por Jazzy Jeff e Mick Boogie na introdução da ótima mixtape “Summertime vol. 1″. A sugestão do OPS, no entanto, é a cultuada Fruitman, sampleada pelo late great J Dilla em sua obra-prima quase póstuma, “Donuts”. Este petardo certamente vale a aquisição da bolacha, devidamente obtida pelo OPS em robustos 180 gramas. Corra atrás do seu!
Rá! Quando a festa é boa, a gente volta a fazer com prazer… né não?! E Funky Nuggets + Boteco Pratododia é sinônimo de boa música, cerveja gelada e diversão, portanto não vacila; sabadão (20 de abril), a partir das 23h, tem aquele clássico rebosteio de funk estadunidense, brazuca, jamaicano, afro-latino e whatnot, tudo coordenado com esmero e dedicação pelos discotecários Peba Tropikal (Veneno Soundsystem) e Pedro Pinhel (OPS). O esquema é aquele que vossa senhoria já deve saber de cor e salteado: o bate-coxa rola no já clássico Boteco Pratododia (Barra Funda boulevard, 34), quem chegar relativamente cedo (we talkin’ 23h-24h here, y’all) ganha uma dose cavalar de cachaça gentilmente oferecida pelos seletores, e a surpresa fica por conta… dos nuggets. É isso mesmo. Suculentas porções de nugget assado serão servidas aos convidados no início da festa, então seja ligeiro, porque alegria de pobre dura pouco. Venha curtir um funk de ótima procedência, prestigiar os trabalhadores mais dedicados da noite paulistana (word up Julião, Beera, Fino, Panda, Allan, Carol e grande elenco), tomar uma Red Stripe mais gelada que na Jamaica, e dançar ao som da fina flor do funk intergalático! O acesso custa DEZ módicas patacas, all night long style, e nada de lista de desconto, porque lista de desconto é coisa de festa chique. Vossa senhoria gosta de Brahma? R$ 4. Vossa senhoria prefere Heineken? R$ 6. Melhor do que isso, só no Futurama de Interlagos, amigo. Portanto, já sabe, né? Vai lá!
Clássico absoluto do soul-funk tupiniquim! “Tony & Frankye” (CBS, 1971) é filho único do casamento estereofônico dos músicos paulistanos Luis Antonio “Tony” Bizarro e Fortunato “Frankye” Arduini, parceiros desde os tempos da folclórica boate Cave – reduto da boemia soul em São Paulo nos idos de 1968. A bolacha tem direção artística de ninguém menos do que Raul Seixas, e a dica do OPS é a foderosíssima Vou Procurar O Meu Lugar, versão do duo para o mega-hit Thank You (Falettinme Be Mice Elf Again), do Sly & The Family Stone. O LP é um genial rebosteio de soul-funk, psicodelia, xote (!) e latinidades, e caso vossa senhoria encontre uma cópia desta preciosidade em vinil, por favor, entre em contacto com a gerência. Pagamos (razoavelmente) bem!
A grata surpresa da semana no QG do OPS ficou por conta do LP de estreia do MC Sopro Inverso – gentilmente enviado por ele em uma bela prensagem, na cor branca, 180g style. Rap honesto, nascido e criado em Campinas (SP), cheio de colagens, samples bem feitos e inspirados, timbres redondos e bem produzidos. O disco foi gravado, mixado e masterizado entre dezembro de 2011 e outubro de 2012 por Bruno dos Reis (Feito Sonoro). Os beats – com exceção de Dia Normal, criado pelo próprio MC ponte-pretano (confira no vídeo!) – foram compostos e executados por Impuro (Ímpar Music). Acesse o site da Imaginaria Beats pra baixar o EP “EP(!)sódio Primeiro” totalmente de grátis!
Clássico absoluto em nosso quartel general! Recém-adquirido em LP pelo OPS graças ao incansável ultra-dealer paulistano Edson Carvalho, aka Sr. Johnson, o disco “Nesse Inverno” (Columbia, 1977) é uma obra-prima do soul funk pré-discotheque brasileiro. As dez músicas aqui são irretocáveis, e o vozeirão de mister Tony (ex-Tony & Frankie) Bizarro garante a diversão em hits dançantes como Não Pode e Não Vejo a Hora, ambas favoritas do OPS. As faixas mela-cueca e cornofônicas também não deixam nada a desejar, e o resultado é uma aula de Black Rio a la Bizarro. Confira imediatamente!
Se liga na viagem do novo lançamento do Wu-Tang Ghostface Killah em parceria com o produtor Adrian Younge; Tony Starks, alterego musical de Ghostface, é assassinado pelos gângsters da família DeLuca (!). Seus restos mortais são então transformados em 12 LPS (!!) que, ao serem tocados, desencadeiam a vingança (!!!) de cada um de seus assassinos. Cada um, obviamente, representando uma das doze faixas do LP. A doideira é explicada nos instantes iniciais da excelente The Rise of Ghostface Killah. O resultado, caso vossa senhoria seja fã do Ghost, é fantástico. Timbres sombrios, colagens espetaculares, beats matadores e a malandragem classuda de um dos melhores MCs em atividade. Saiba mais a respeito deste lançamento no site da Soul Temple Music, e corra atrás da sua bolacha!
Acaba de sair do forno o disco de estreia da MC curitibana Karol Conka. Produzido pelo fodástico Nave (D2 e Emicida), “Batuk Freak” bateu e agradou bastante por aqui. Pesado, na linha da fina flor do rap/dancehall/miami bass concebido no planeta Terra, cheio de timbres sintéticos, marotos e altamente dançantes, o disco é um excelente cartão de visitas da moça que agride e sensualiza com a mesma intensidade; confira a ótima Gueto Ao Luxo, destaque do play na modesta opinião do OPS – e próximo single de acordo com a rádio-peão, divirta-se com as 12 faixas (entre elas uma bem-vinda parceria com o também virtuoso Rincón Sapiência) e tire suas próprias conclusões.
Dica do parceiro DJ Nyack! Lançado em 2012, “Thrillah” é o mais recente trabalho da rapaziada do Easy Star All-Stars, que curte fazer versões reggae (algumas pitorescas, outras nem tanto) de clássicos do cancioneiro mundial. Em “Thrillah” a turma acertou a mão, e o resultado aqui é diversão garantida. Confira as versões para os dez clássicos da bolacha que levou Jacko ao topo das paradas intergaláticas em 1984 e divirta-se!
Saiu do forno no dia de ontem (2) o novo e esperado LP do tiozão mais funky-ass da música contemporânea, o folclórico Charles Bradley. Lançado pela Daptone, “Victim of Love” é a sequência natural do já antológico “No Time For Dreaming” (2011), o quase-álbum-de-estreia do homem que gravou apenas um punhado de compactos prá lá de obscuros nos anos 70, e precisou do help mais do que providencial dos Dap-Kings (!) pra ser reconhecido e admirado por seu talento. Assim como em “No Time (…)”, “Victim of Love” é um retorno ao soul-funk analógico que apresentou ao mundo os Dap-Kings. Produzido por Thomas “TNT” Brenneck nos estúdios da Dunham, o disco é certamente um dos mais interessantes lançamentos de 2013, e possivelmente o maior lançamento do gênero. Interessou? Quer o LP? Compre aqui, ó.
Clássico absoluto na vitrola do OPS! “In Search of Manny” (Grand Royal) é o primeiro LP (e/ou EP) das moças do Luscious Jackson. Lançado há exatos 20 anos, ele volta à cena por um motivo mais do que nobre; no dia de ontem, finalmente pusemos nossas mãos no ELEPÊ de um disco que tanto cultuamos desde o também distante ano de 95, quando fomos apresentados ao grupo pela então relevante MTV. Eventualmente, o LJ (que tem em seu nome uma bizarra homenagem jogador de basquete Lucious Jackson, que jogou no Philadelphia Sixers durante os anos 60) gravou um punhado de outros excelentes discos e foi dissolvido no início dos anos 2000 porque… enfim, porque eram 4 moças, y’all get that, right? Talvez vossa senhoria já tenha escutado algo como “LJ são os Beastie Boys de calcinha.” Apesar de genérica, a definição é interessante. Gosta de Beatsie? You’re in for a treat, bwoy. Corra atrás de sua cópia imediatamente (a nossa veio via eBay) e seja feliz!
A próxima edição da OPS na Agulha orgulhosamente recebe o DJ Nyack, que acompanha o rappero paulistano Emicida e, entre outras virtuoses em acetato, é o criador da já folclórica Pagotape, mix que reúne vários clássicos do pagode dos anos 90. A festa rola quinta-feira (4) a partir das 21h na Mad House / Dive Bar (rua Augusta, 2559). Mande vossa graça para a lista amiga através do email madhouse@madmag.com.br e entre na festa por R$ 30 consumíveis. Na porta são R$ 40 também consumíveis. Vai lá!
Pow! Tá na área o novo disco da rapaziada do combo angeleno The Lions. “This Generation” acaba de ser lancado pelo selo Stones Throw em CD, LP, digi-LP e – pasme – uma cobiçadíssima caixinha com 8 compactos, e já é candidato seríssimo a melhor álbum de 2013. Liderado pelo produtor e guitarrista Dan Ubick, o grupo lançou em 2007 o glorioso “Jungle Struttin’”, hit absoluto no QG do OPS por meia década, e está de volta após quase 6 anos com uma paulada de fazer inveja aos Upsetters. O grupo de aproximadamente 10 músicos é influenciado por reggae da velha guarda jamaicana e soul music, e o resultado em “This Generation” deverá agradar a gregos e Trojanos (pegou?!). Até o legendário Leroy Sibbles, ex-The Heptones e um dos arranjadores de sir Coxsone Dodd nos anos dourados da Studio One, dá as caras na ótima Picture On The Wall. Confira o vídeo de This Generation logo abaixo e tire suas próprias conclusões!
Um ano de OPS na Agulha! A festa rola na 5a feira (28) em nossa nova casa, a Mad House (rua Augusta, 2559), onde o OPS terá residência semanal a partir de agora. O bate-coxa começa as 21h e rola até as 2h. Os DJs convidados são os amigos Ramiro Zwetsch e Vini Marson, da nave-mãe Radiola Urbana, a entrada custa R$ 40 consumíveis, e mandando email para a lista amiga (madhouse@madmag.com.br) você garante acesso por R$ 30. Vem que é véspera de feriado, e motivo pra comemorar é o que não falta!
Confira o sensacional novo single – e vídeo – do músico Caio Bosco, ex-Radiola Santa Rosa. “Em Frente” mostra o dia-a-dia do músico e dos moradores do Guarujá, sessões de estúdio e muuuito surf. Tudo no melhor estilo independente. Classe A+++. Belo trabalho, Caio!
Wow! “The Sound Doctor: Black Ark Singles & Dubplates 1972-1978″ é uma espetacular compilação de singles (e dubplates, obviemant) produzidos por Lee “Scratch” Perry no período em questão. Entre as faixas, pedradas de artistas como Dillinger, Junior Byles, Tinga Stewart, The Ethiopians, U-Roy e os próprios Upsetters. Tudo gravado no QG da Black Ark, casa do artista nos anos 70. O destaque do OPS é a espetacular Sound Doctor, de Bobby Floyd. Não perca nem mais um segundo e corra já atrás deste play que homenageia um dos mais inventivos e geniais produtores da música jamaicana. Dica: encomende sua bolacha no site da Dusty Groove por dezenove dólares e noventa e nove cents, e seja feliz. Não é sempre que a turma desenterra os tesouros do Scratch, meu caro.
Meu querido, minha querida. Após quase um ano, e dezesseis edições de bate-coxas pra lá de animados em plena quarta-feira, a OPS na Agulha está de mudança. Levaremos nossas bolachas e bolachinhas de reggae, soul, funk, afro-latinidades, música brasileira, rap, rumba, merengue, xaxado, polka e whatnot para o lado menos lotado e mais arborizado da rua mais badalada da noite paulistana. Ficando mais próximos, portanto, do próspero condado de Pinheiros. Nossa nova casa será a Madhouse, ex-Dive Club (Augusta, 2559), onde faremos uma noite semanal, às quintas feiras, começando a partir do dia 28 com a sensacional festa de UM ANO DE OPS NA AGULHA! Enquanto a noite de estreia não chega, a festa de despedida do Caos promete trazer abaixo o simpático clubinho que tão bem nos recebeu ao longo dos últimos meses; o fodástico convidado DJ Magrão apresenta seu set de dancehall, reggae, rap e música brasileira, enquanto o aquecimento da noite fica por conta do já conhecido rebosteio de reggae, soul funk, rap e afro-latinidades do OPS. O rendez-vous rola na própria 4a (dia 20) a partir das 22h, e mandando vossa graça para o email opsnaagulha@gmail.com vossa excelência garante acesso por módicas trinta pratas consumíveis. Então a dica da semana é essa! Venha tomar uma cerveja com a gente e comemorar as chegadas e saídas, porque essa é a coisa mais legal da vida, diz aí?!
Fooooonkeeeee! Dia 22 de março é dia da segunda edição da festa Funky Nuggets, colaboração entre o Boteco Prato do Dia e os discotecários Peba Tropikal (Veneno Soundsystem) e Pedro Pinhel (do seu, do meu, do nosso OPS). Assim como na fantástica primeira edição, doses cavalares de cachaça serão servidas aos primeiros convidados – 3 garrafas da marvada serão gentilmente oferecidas pelos deejays à rapaziada que chegar cedo. A cachaça, obviemant, é uma desculpa esfarrapada para que vossa excelência venha curtir clássicos e obscuridades do funk mundial carinhosamente selecionados por quem afirma entender do babado desde antes de funk ser sinônimo de Miami Bass. Então não deixe de perder! O Boteco Prato do Dia é minuciosamente gerenciado por Beera, Julião Pimenta e grande elenco, e fica localizado no trinta e quatro da rua Barra Funda – perto da estação Marechal Deodoro do Metrô. A entrada custa módicas DEZ patacas, all night long style, e o último a chegar é a mulher do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados – esse grandissíssimo filho-da-puta preconceituoso. Vai lá!
Uma encomenda de um par de agulhas num site estadunidense de discos e equipamentos de áudio presenteou o OPS, entre pedacinhos de isopor e adesivos promocionais, com esta mixtape pra lá de didática – e definitivamente nada unânime para os especialistas do gênero. “Celebrating 50 Years of Jamaican Music Commemorative Sampler” é resultado de uma parceria entre o folclórico selo Greensleeves, a VP records e a 17 North Parade, e é apresentada por Pat McKay de forma cronológica, tendo como ponto de partida a independência do país no ano de 1962. Por vezes beirando o clichê (ouça Jamaica Ska, de Byron Lee & The Dragonaires, por exemplo), a mix flerta com o sublime, e também com o lindamente medonho. Crimes como a versão de Sean Paul e Sasha para o clássico I’m Still In Love estão presentes, mas pérolas como Ba Ba Boom, dos Jamaicans, Bam Bam, dos Maytals, e All I Have Is Love, de mista Gregory Isaacs, podem compensar o desgaste de vossos tímpanos. Caso vossa intenção seja compreender um pouco mais a respeito da evolução da cultura musical da ilha mais legal do planeta Terra, as 32 faixas são o créme de la créme. O passeio começa com o calypso/mento, passa pelo ska e pelo rocksteady, pelo roots reggae, pelo rockers reggae, pelo dancehall e pelo dancehall digital, chegando ao dancehall rap. O promo-CD foi recebido por aqui como uma espécie de listen and repeat de Pato, Cultura Inglesa (jamaican) style. Aviso: caso vossa senhoria tenha conhecimento razoavelmente rudimentar do gênero, esta mix lhe parecerá uma coletânea de samba rock. Fique atento!
Debutando em grande estilo! Quarta-feira (dia 6) rola no Caos (Augusta, 584) a décima quinta edição do bate-coxa mais animado das 4as feiras paulistanas; A OPS na Agulha orgulhosamente recebe como deejay convidado o multi-man Theo Werneck, para um set 100% vinil que deve abranger funk, soul e música brasileira para Tony Bizarro nenhum botar defeito. O restante das informações vossa santidade já está careca de saber, certo? Mandando vossa graça para o email opsnaagulha@gmail.com vossa senhoria adentra o recinto por módicas 30 pratas consumíveis, e confirmando presença digital no facebook vossa excelência também garante um lugar ao sol. Então já sabe; esqueça a Libertadores, a preguiça, o BBB, o Harlem Bake e tal. Quarta-feira é dia de quiprocó!
Membro do coletivo californiano Piecelock 70, que é coordenado pelo PUTS Chris “Thes One” Portugal, o DJ, produtor e colecionador DJ Day acaba de lançar o CD/LP “Land of 1000 Chances”, disponível para compra e/ou download (pago, obviemant) no próprio site do coletivo. As 15 faixas instrumentais da bolacha são uma viagem ao universo soul-jazz/soul-funk, afro-latino-brasuca, tudo com aquela pitada hip-hop característica de produtores como o próprio Thes One (confira o LP “Lifestyle Marketing”, lançado por Thes One via Tres Records em 2006). “Land (…)” é um prato cheio para fãs do gênero. Ótima dica para quem curte álbuns instrumentais de hip-hop. Corra atrás do seu imediatamente!
Um dos melhores lançamentos da esquisitíssima música pop contemporânea na humilde porém prepotente opinião do OPS, “Channel Orange” (Def Jam) está em heavy rotation por aqui há semanas. O jovenzinho Frank Ocean, que anunciou recentemente ser homossexual num meio absolutamente machista, é, entre outras cousas, membro integrante do coletivo Odd Future, liderado pelo humblebragger Tyler The Creator. Nascido em Long Beach (California), educado em New Orleans e atualmente vivendo em Los Angeles, mista Ocean lançou inteiramente de grátis no ano de 2010 a mixtape “Nostalgia, Ultra”, belíssimo trabalho de R&B/neo-soul que chacoalhou as estruturas do(s) gênero(s) e chamou a atenção de gente do quilate de Jay-Z e Kanye West. Pois o (já?!) clássico “Channel (…)” é uma ode aos estilos supracitados, e as faixas/singles Thinkin’ Bout You e Pyramids são comprovantes de quão inventivo e complexo é o material disponibilizado por Frank Ocean no LP em questão. O OPS arrisca dizer que não há faixas ruins dentre as dezessete tijoladas presentes no play. Não deixe de conferir as operetas Sierra Leone, Sweet Life, Super Rich Kids, Crack Rock e Bad Religion, e tire suas próprias conclusões. Corra atrás do seu imediatamente, e presenteie seus tímpanos com o melhor lançamento dos últimos tempos!